segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dilma estuda pasta específica para portos e aeroportos

 
Acertadamente preocupada com o risco - certos - de vexame nos aeroportos na Copa de 2014 e o potencial de escândalo de obras superfaturadas pela Infraero, a presidente eleita, Dilma Rousseff, estuda a criação de uma pasta específica para cuidar de portos e aeroportos, cuja administração está subordinada atualmente ao Ministério da Defesa.

Uma das propostas é colocar toda a área de aviação civil numa secretaria ligada diretamente à Presidência da República. Alternativamente, portos e aeroportos poderiam estar sob os cuidados de um novo ministério.

Atualmente existe uma Secretaria Especial de Portos, ocupada pelo PT. A administração de aeroportos é responsabilidade a Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero), ligada ao Ministério da Defesa. Uma das ideias é que o comando da nova estrutura responsável pelos aeroportos fique fora do rateio de cargos com partidos aliados do futuro governo.

Os preparativos para a Copa preveem investimentos de R$ 5,6 bilhões em aeroportos e outros R$ 740 milhões em portos até 2014. Para conduzir esses empreendimentos, a presidente eleita quer um técnico de sua confiança, blindado de interferências políticas. As duas hipóteses em análise têm um ponto em comum: a Infraero deixa de estar subordinada à Defesa.

As informações, publicadas no Estado, podem indicar os primeiros indícios de uma movimentação real em direção à uma abertura da administração de portos e aeroportos à um novo modelo, seja esse de privatização, o que é pouco provável, seja através de uma PPP.

Anac suspende venda de passagens da TAM


A companhia aérea TAM registrou 18,5% de atrasos em voos domésticos programados até as 16h desta segunda-feira (29). De acordo com o boletim divulgado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), dos 558 voos domésticos previstos, 103 partiram com atraso superior a 30 minutos. Outros 83 foram cancelados, o que representa 14,9% do total.

Entre as operações internacionais, das 26 previstas até as 16h, onze sofreram atrasos (42,3%). Nenhuma foi cancelada. Em todo o país, dos 1.641 voos domésticos programados, 201 atrasaram (12,2%) e 136 foram supensos (8,3%). No mesmo período, dos 110 voos internacionais previstos, 22 atrasaram (20%) e seis foram cancelados (5,5%).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu nesta segunda-feira (29) a venda de passagens aéreas da TAM Linhas Aéreas para rotas domésticas com decolagem prevista até sexta-feira, 3 de dezembro. O objetivo é evitar mais transtornos aos passageiros da companhia aérea, que desde o fim de semana vem apresentando atrasos nos embarques e cancelamentos de voos programados acima da média do setor.

Segundo a Anac, caso a situação não seja normalizada até quarta-feira, pode haver novas punições. Em nota, a autarquia informa que iniciou uma auditoria na aérea. Até que seja concluída a investigação, que tem prazo estimado de uma semana, também ficam suspensos todos os pedidos de acréscimos de voos na malha da TAM.


A TAM atribuiu os transtornos causados desde sábado ao mau tempo, que levou a empresa a promover um remanejamento da malha aérea. "O motivo foram as fortes chuvas que atingiram a região sudeste entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, interrompendo as operações nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, e Viracopos (Campinas), Santos Dumont e Galeão (Rio de Janeiro)", justificou a aérea em nota. Apesar de a companhia alegar que a operação de embarques "está voltando ao normal ao longo desta segunda-feira", até as 11 horas, 35 voos domésticos programados haviam sido cancelados e 21% do total de embarques nacionais partiram com atraso superior a meia hora, conforme balanço da Infraero.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Memorial: VARIG Linhas Aéreas

Fundada em maio de 1927, a Varig foi a primeira empresa de transporte aéreo no Brasil e uma das primeiras no mundo. Suas origens remontam a 1921 quando seu idealizador, o alemão Otto Ernst Meyer, veio para o Brasil. Ao começar, a "Pioneira" era apoiada pelo Kondor Syndikat alemão. Suas primeiras aeronaves foram o hidroavião Dornier Wal "Atlântico" e o Dornier Merkur.

Por muitos anos, aeronaves de origem germânica equiparam primordialmente a empresa, com algumas exceções: o de Havilland Dragon Rapide o Fiat G-2 também foram usados neste período. Com a mudança do panorama político nos anos 40, a VARIG passou a utilizar equipamentos de origem norte-americana como os Lockheed 10A Electra, Douglas DC-4, DC-3 e Curtiss C-46 Commando. Nesta época foram iniciados os primeiros vôos internacionais: em 1942 foi inaugurada a linha para Montevidéu.

Até 1951, a VARIG operou principalmente na região sul-sudeste do Brasil. Com a aquisição da Aero Geral neste mesmo ano, a Varig iniciou vôos para destinos ao norte do Rio de Janeiro. Na primeira metade da década de 50, foram recebidos os primeiros Lockheed Constellation e com eles, em 1955 a VARIG inaugurou os vôos para Nova York.

Em 1959 tornou-se pioneira na operação de aeronaves a jato no país, com o recebimento do primeiro Sud Aviation Caravelle. No ano seguinte foi incorporado o primeiro Boeing 707. Nas décadas de 60 e 70, expandiu-se tanto em âmbito doméstico como internacional, graças à incorporação de outras empresas, como o Consórcio Real Aerovias e a Panair do Brasil, que durante décadas haviam sido suas principais concorrentes. A controvertida aquisição da Panair é um capítulo especial em nossa aviação, pelo manto de suspeitas que a encobre.

Em 1965,a Varig tornou-se a principal empresa de bandeira no Brasil: a Cruzeiro do Sul operava apenas na América do Sul. A Varig, durante décadas, reinou absoluta no mercado internacional.
Nos anos seguintes, a frota foi sendo padronizada em modelos da linha Boeing, principalmente os 727 e 737. 

 Em 1974 foram recebidos os McDonnel Douglas DC-10-30, primeiros aviões de fuselagem larga no Brasil. Em 1980 foram recebidos os 3 primeiros Boeing 747. A frota da Varig de jumbos foi gradativamente crescendo, até contar com 11 unidades do tipo operadas simultaneamente, inclusive três da série -400. 
Em 1996, mudou seu esquema de pintura, aposentando sua identidade visual clássica, uma das imagens corporativas mais duradouras na aviação. Ocorreram também mudanças administrativas, tentando adequar a empresa à nova e competitiva realidade do transporte aéreo, tanto no Brasil como no mundo. 

Ao final de 1997, a Varig deu mais um passo importante, ao anunciar sua entrada na Star Alliance. Mesmo assim, começou um doloroso processo de enxugamento: devolveu os 747, cortou rotas e destinos, demitiu funcionários. Encolheu num momento em que os concorrentes se expandiam.

Sua supremacia e indiscutível qualidade de serviços, que a fizeram crescer e se tornar respeitada, já não eram os mesmos. A crise aguda pela qual passa a empresa resultou em uma drástica mudança: em 2002 foi sancionada a fusão administrativa das três empresas do grupo, que, conquanto operem com suas diferentes identidades, na prática passam a formar uma só empresa. A frota e o número de funcionários encolheu. Somente de 2000 a 2003 a empresa devolveu 32 jatos.

Uma fusão com a TAM foi patrocinada pelo Governo Federal, preocupado com a situação delicada da empresa. A idéia encontrou resistências fortíssimas - sobretudo junto aos funcionários e diretores da Fundação Ruben Berta - e não decolou. Um aspecto positivo foi a instituição de vôos em code-share com a TAM, o que permitiu à Varig obter lucro operacional já em 2003, primeiro ano do acordo.
Mesmo assim, isso não foi suficiente para estancar a hemorragia da empresa, afundada em dívidas de R$ 6,5 bilhões. Tecnicamente falida, a Varig espera o desfecho de uma ação reparatória que corre na justiça, que lhe daria aproximadamente R$ 4 bilhões em créditos junto ao Governo Federal, justamente um dos maiores credores da empresa.

Em 22 de junho de 2005, a empresa entrou com pedido de recuperação na nova Lei de Recuperação de Empresas, o que antigamente era chamado de concordata. Compradores não surgiram, apenas a TAP e o grupo Mattlin Patterson, que arremataram o controle da VEM e da Variglog, respectivamente. O caixa da empresa continuou apertado e a situação ficou dramática no começo de abril de 2006.
A companhia entrou em colapso parcial em julho, cancelando a maioria de seus serviços. Quando do leilão de sua venda, em 20/7/2006, após meses de indefinições, a Variglog arrematou a Varig por US$ 500 milhões. Após o anúncio, o presidente da Varig, Marcelo Bottini, em discurso emocionado, disse: "está renascendo uma nova companhia aérea. Os funcionários e quem investiu na empresa não precisam temer o futuro, visto que a companhia já superou imensas dificuldades".
No mesmo dia A Varig anunciou que paralisou todas as suas rotas por uma semana. A empresa, em nota oficial, afirma: "A Varig aumenterá, a partir de amanhã, seus vôos na rota Rio - São Paulo - Rio. Enquanto isso, serão suspensos temporariamente de todos os vôos domésticos e internacionais - o primeiro passo na estratégia de recuperação da empresa.
A compnhia foi então obrigada a retomar parte dos seus vôos pela ANAC, o que só efetivamente fez uma semana depois, no começo de agosto, com uma frota de 10 aeronaves. De todos os vôos internacionais, só continuou a operar Frankfurt e Buenos Aires. Apenas oito cidades no Brasil receberam seus vôos. No começo de setembro de 2006, aumentou para 14 as aeronaves em operação, e reintroduziu serviços para Caracas, Brasília, Curitiba e Fernando de Noronha. 

A companhia teve seu controle adquirido pela Gol em março de 2007, que arrematou a empresa dos controladores anteriores (Mattlin Patterson) por US$ 320 milhões. A empresa hoje chama-se oficialmente VRG Linhas Aéreas e opera a marca VARIG e faz parte integralmente da holding que também opera a Gol Linhas Aéreas.

A empresa tem planos ambiciosos de crescimento e vem retomando gradativamente mercados abandonados. Hoje opera na Europa para Paris, Roma, Frankfurt, Londres. Na América do Sul para Buenos Aires, Caracas e Bogotá. Em breve espera retomar serviços para Santiago, Montevidéu, Madri, New York, Miami e Cidade do México. A frota foi reequipada com jatos 737-800 (usados ou transferidos de encomenda feita pela Gol) e por Boeings 767-300ER usados, de várias procedências. Um único 767-200ER foi operado.

Dificuldades de integração à Gol, associadas ao elevado custo do petróleo, forçaram a companhia a revisão de planos estratégicos. Em princípios de 2008, as rotas intercontinentais foram abandonadas, a última delas, Paris, sendo operada em princípios de setembro de 2008. A empresa oficialmente foi incorporada à GLAI - Gol Linhas Aéreas Inteligentes em agosto de 2008. A manutenção da marca Varig pela GLAI ainda permanece incerta a longo prazo. Em 1º de março de 2009, os últimos 4 Boeing 737-300 foram retirados de operação.





 

Confirmado: AZUL Linhas Aéreas em João Pessoa

     
     Ano novo companhia aérea nova, Azul Linhas Aéreas fez hoje o pedido oficialmente na ANAC pedindo o início de operações em João Pessoa a partir de 2011. Com ligações regulares para Campinas, no interior paulista. Com essa ligação, a Azul passa a oferecer vôos para todas as capitais do Nordeste. 
    Com essa ligação diária os passageiros ainda poderam fazer conexões para todas as cidades atendidas pela AZUL. Apesar do péssimo horário a empresa ainda em 2011 irá disponibilizar ligações para cidades como Belo Horizonte, Natal e Porto Alegre e melhores horários. Confira:


4244 EMB-195 (118 Assentos) Campinas 21h38 João Pessoa 00h00

4245 EMB-195 (118 Assentos) João Pessoa 00h30 Campinas 05h00.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Companhias aéreas revelam dados da alta temporada


As principais companhias aéreas brasileiras acreditam que a alta temporada, de dezembro deste ano a março de 2011, será tranquila. Investimentos em profissionais e aeronaves reservas são algumas das medidas para atender de forma positiva a demanda para o período.
 

A Tam, por exemplo, utilizará como uma das estratégias opções de voos para o passageiro de lazer fora dos horários de pico dos aeroportos com preços competitivos com as empresas de ônibus. Até dezembro, a empresa terá 350 tripulantes novos e fechará o ano com um total de 1,3 mil contratações. Serão disponibilizadas cinco aeronaves reservas. “Em relação à taxa de crescimento, a expectativa é de 25% para o mercado doméstico, com taxa de ocupação de dezembro e janeiro de 70% a 75% , e 15% para o internacional com taxas de 75% a 80%”, detalha o presidente Líbano Barros.

A Webjet contratou no último trimestre 180 tripulantes, um adicional de 35%, e trabalhará com dois aviões reservas. O crescimento estimado é de 40% em relação a 2009 com 600 mil passageiros apenas no último mês do ano.

Para o presidente da Avianca Brasil, José Efromovich, a situação do final do ano não caracteriza emergência. “O planejamento está feito desde janeiro em função do crescimento para 2010. Nos últimos 60 dias contratamos 100 profissionais e iremos ter uma aeronave reserva estrategicamente localizada no eixo Rio-São Paulo", declara.

A Trip aumentou a frota em 10% e quatro das 40 disponíveis operarão como reserva. A expectativa da empresa é receber 120 mil passageiros em dezembro deste ano e crescer 15 a 20% em relação ao ano passado no período.

A Gol espera aumento de 15% a 17% no movimento de passageiros para dezembro em comparação com o mesmo período em 2009. A companhia trabalhará com quatro aviões reservas durante a alta temporada.

domingo, 21 de novembro de 2010

Problema no voo JJ3357 - TAM

 Ontem dia 20, ocorreu um problema no voo JJ3357 - TAM que partira de João Pessoa rumo a Guarulhos. O voo estava previsto para partir às 14:15. De acordo com a passageira Maria de Lourdes ao entrar no airbus A-320 havia fumaça (refere-se ao ar condicionado), e o piloto comunicou-se com os passageiros pedindo paciencia devido a uma manutenção que estava sendo feita na aeronve. O caminhão tanque abasteceu a aeronave duas vezes. O voo decolou às 15:05 pousando em São Paulo três horas depois.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Novo voo NOAR Linhas Aéreas


       
          A NOAR Linhas Aéreas pediu junto a ANAC a volta do voo 4890/4891, que antes operava no trecho Recife/João Pessoa/Recife. Só que a partir de 14 de dezembro o voo passa a ser realizado no trecho Recife/João Pessoa/Natal/João Pessoa/Recife - noturno. Confira :

NRA 4890 2ª a 6ª > REC 21h50 JPA 22h20 / JPA 22h40 NAT 23h20 
NRA 4891 2ª a 6ª > NAT 23h45 JPA 00h25 / JPA 00h45 REC 01h15

        Com esses voos a NOAR passa a operar seis voos diários (segunda a sexta) no Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto. O aumento de voos na capital paraibana é reflexo do grande fluxo de passageiros que embarcam e desembarcam no aparelho; aguardando ainda maior movimentação nesta proxima temporada.

        A NOAR também anunciou seu novo destino: Paulo Afonso (BA). O novo voo diário operará no trecho Recife/Maceió/Paulo Afonso/Maceió/Recife, completando assim a quinta ligação diária entre a capital pernambucana e capital alagoana.O voo decola de Recife às 09:00 chegando ao interior baiano as 11:20, no trecho inverso a aeronave deixa Paulo Afonso às 11:45 e pousa na capital pernambuca às 14:06.