sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Voos para João Pessoa já estão lotados


Mesmo após a ANAC apontar queda no setor aéreo nesse fim de ano, a maioria dos voos com destino à capital paraibana, já estão lotados. No período de 12 a 18 de dezembro (período em que foi feita a pesquisa) os voos sem conesões já estão 100% lotados, e com conexões 95%. A lotação desses voos é uma previa da alta estação que vem chegando. Isso trará grande fluxo de passageiros no Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto - JPA, além de possíveis voos extras. Confira:

TAM Linhas Aéreas:

Guarulhos - João Pessoa: voos diretos lotados de 12 à 18 e poucas conexões disponíveis.
Rio de Janeiro - João Pessoa: voo direto lotado de 12 à 18 e poucas conexões disponíveis.
Brasília - João Pessoa: voos lotados nos dias 12 à 18, com conexões ainda nos dias 12 e 13.

GOL LinhasAéreas:

Guarulhos - João Pessoa: voos lotados dias 12,13,15 e 17, poucas conexões disponíveis.
Rio de Janeiro - João Pessoa: voos diretos lotados dias 12 à 18, poucas conexões disponíveis.
Brasília - João Pesoa: voos diretos lotados dias 12,13,15,16,17,18, poucas conexões disponiveis.
Salvador - João Pessoa; voo direto lotado dias 12 à 18, conexões em parceiras (NOAR).

A ocupação das aeronaves só são referentes aos voos com chegada na capital paraibana. É possivel seguir viagem partindo de João Pessoa. Esses voos também já podem estar lotados em outras datas, por isso se for viajar compre logo suas passagens.

Fonte:  www.tam.com.br
           www.voegol.com.br

Anac aponta queda de crescimento do setor aéreo no final do ano


A Anac divulgou hoje dados que apontam uma desaceleração no crescimento do setor aéreo neste ano. A demanda por rotas domésticas no mês de novembro foi 19,18% superior a novembro de 2009, no entanto a ocupação ficou estável no mesmo período e vem caindo nos últimos meses: foi de 73,38% em setembro, passou a 71,38% em outubro e, em novembro, registrou 68,41%.

 
No segmento internacional, a demanda havia crescido 26,97% em setembro, comparado ao mesmo mês do ano anterior, mas o percentual caiu para 25,04% em outubro e para 20,46% em novembro. A ocupação nos voos das empresas brasileiras para o Exterior, que havia atingido um recorde de 82,79% em outubro, no mês passado registrou 75,69%.

Com isso, o aumento acumulado da demanda por voos domésticos, que de janeiro a outubro havia atingido 25%, teve uma ligeira queda para 24,33%. No mercado internacional operado pelas companhias brasileiras, até outubro o crescimento era de 21,29% e, em novembro, caiu para 20,46%.

De janeiro a novembro deste ano, as companhias aéreas de menor porte registraram crescimento percentual mais acelerado do que as líderes de mercado. Entre as seis principais operadoras de voos regulares no Brasil, a Azul acumula 106,19% de aumento na demanda de passageiros de janeiro a novembro de 2010, seguida pela Trip (83,98%) e Webjet (73,81%). No mesmo período, a Gol/Varig cresceu 19,23% e o Grupo Tam (formado por Tam e Pantanal), 15,46%.

O Grupo Tam mantém a liderança, com 42,62% de participação de mercado nacional em novembro. Também no segmento internacional, a Tam lidera entre as brasileiras, com 85,67%. Em seguida está a Gol/Varig, com 38% de participação no segmento doméstico e 13,82% no internacional, em novembro.

A terceira empresa do mercado brasileiro é a Azul, com 7,21%, à frente da Webjet, com 5,93%. A Avianca tem 2,62% de participação, seguida de perto pela Trip, com 2,60%. A Avianca e a Azul também iniciaram em 2010 rotas para o Exterior e detêm participações ainda pequenas no segmento, de 0,44% e 0,03%, respectivamente.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Memorial: TransBrasil Linhas Aéreas

A Transbrasil foi fundada por Omar Fontana, filho de Attilio Fontana, fundador da Sadia. Omar arrendou um DC-3 para trazer carne fresca de Santa Catarina para São Paulo. A idéia foi um sucesso, o que levou Omar a constituir a Sadia Transportes Aéreos. Em 16 de março de 1956, o DC-3 PP-ASJ iniciou serviços de carga e passageiros entre Florianópolis, Videira, Joaçaba e São Paulo. Em 1961 adquiriu a Transportes Aéreos Salvador, ampliando sua frota e voando até a região nordeste.  O Dart Herald começa a voar na empresa em 1963, primeiro de 10 aeronaves do tipo operadas até 1976.

Os anos 70 foram marcados pelo crescimento: em setembro de 1970, chega o primeiro de 8 jatos BAC One Eleven inaugura a era do jato na empresa. Em 1973, Omar resolve abrir o capital aos seus funcionários e muda a razão social da empresa para Transbrasil S.A Linhas Aéreas.
Os aviões começam a ser pintados em cores alegres e chamativas. Os primeiros Bandeirante EMB-110C, iniciam os serviços "feeder" no Brasil. Antes da década terminar, a Transbrasil é a terceira maior empresa aérea do Brasil, voando com uma frota de 10 Boeings 727-100. 
Os anos 80 foram intensos. Omar preparou a Transbrasil para o grande salto: em junho de 83 chegaram 3 Boeing 767-200, com os quais Omar iniciou vôos charter internacionais para Orlando, Flórida. A "Década Perdida" deixou marcas na empresa: os sucessivos planos econômicos, desastradamente congelaram preços mas não custos, ocasionando enormes prejuízos.
Em setembro de 1988, Omar entrou na justiça com um processo contra o governo, exigindo reparação pelas perdas. A empresa sofreu uma intervenção federal, que afstou Omar do comando. Pouco mais de um ano depois, a empresa foi-lhe devolvida com seu patrimônio dilapidado: o interventor vendeu vários ativos. Omar tinha convicção de que a saída para a crise da empresa era a expansão internacional.  
Os anos 90 foram dedicados à conquistar novas rotas internacionais (Miami, New York, Washington, Viena, Buenos Aires, Amsterdam e Londres) e a prosseguir na renovação da frota, incorporando novos 737-300 e -400, aposentando os 727 e 707 remanescentes. Mais 5 Boeing 767-300ER foram recebidos. Os vôos internacionais, vistos como tábua de salvação, tornaram-se um fardo. Em 1998, Omar deixou o dia-a-dia da empresa mas antes, assistiu o cancelamento de todos os vôos internacionais e, no front doméstico, o encolhimento da empresa que fundou.  No mesmo ano, ganhou a ação que movera contra o governo, mas isso não foi suficiente para abrandar a crise.

Omar faleceu em 7 de dezembro de 2000. Depois disso, a queda da empresa foi vertiginosa, até que em 3/12/2001 a Transbrasil ficou sem crédito para a compra de combustível: todos os seus vôos foram cancelados. No dia seguinte, funcionários fizeram protestos, exigindo o pagamento de salários atrasados. E 100.000 passageiros ficaram com passagens micadas na mão. O que se viu a seguir foi um digno de enredo de novela mexicana: os controladores da empresa anunciaram a venda por R$ 1,00 de 76% das ações para o Sr. Dilson Prado da Fonseca, que se comprometeu a assumir o rombo de quase 1 bilhão de reais e injetar US$ 25.000.000,00. 
Os funcionários e a opinião pública sentiram cheiro de maracutaia: os controladores voltaram atrás e anunciaram Michel Tuma Ness como presidente. Ficou apenas 4 dias. Hoje, a empresa está morta e enterrada, após passar por um longo coma, à espera de um salvador... que nunca chegou.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Companhias aéreas declaram tripulações e horas de voo suficientes para dezembro

 
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) tornou pública nesta segunda-feira (06), em sua página na Internet, a programação de horas de voo e da disponibilidade das tripulações para o mês de dezembro nas seis maiores companhias aéreas brasileiras: TAM, Gol, Azul, Webjet, Avianca e Trip. Os dados foram informados pelas companhias aéreas ao órgão regulador e indicam que as empresas mantêm equipes suficientes para realizar os voos programados respeitando a carga horária prevista pela Lei do Aeronauta.

Segundo a lei, os tripulantes de aeronaves a jato devem cumprir no máximo 85 horas de voo mensais e 230 horas de voo por trimestre. A tabela foi elaborada considerando a carga horária disponível dos tripulantes por tipo de aeronave e inclui, além dos voos regulares, também os voos charter (atrelados a pacotes turísticos) e de fretamento. 

Fonte: Assesoria ANAC

domingo, 5 de dezembro de 2010

Espanha reabre espaço aéreo com fim da greve dos controladores


O espaço aéreo espanhol foi reaberto neste sábado na Espanha e os controladores aéreos retomaram suas atividades pondo fim a seu movimento de greve depois que o governo decretou estado de alerta pela paralisação do tráfego aéreo.

O anúncio foi feito pelo ministro de Infraestrutura e Transporte, José Blanco, que enfatizou, no entanto, que o funcionamento normal dos aeroportos ainda levará de 24 a 48 horas. Os primeiros voos decolaram no início da tarde de vários aeroportos do país. O primeiro avião saiu do aeroporto da ilha de Grande Canária por volta das 16H00 local (13H00 de Brasília).

Do aeroporto de El Prat, em Barcelona, o segundo do país, saiu um avião com destino a Zurique com mais de nove horas de atraso, segundo a autoridade aeroportuária, AENA. O espaço aéreo espanhol, que foi fechado na sexta-feira com o início da greve dos controladores, voltou a ser aberto no início da tarde de sábado, depois que o governo declarou estado de alerta e colocou o controle aéreo nas mãos dos militares.

Foi a primeira vez que se declara o estado de alerta na Espanha desde a volta à democracia após a morte do ditador Francisco Franco, em 1975. "Os aeroportos permanecem praticamente todos paralisados, por isso o conselho de ministros aprovou um decreto que institui o estado de alerta, de acordo com a Constituição", segundo no início da manhã o primeiro vice-presidente do executivo, Alfredo Pérez Rubalcaba. "Isso significa que os controladores passam a estar mobilizados e, no caso de não comparecerem ao trabalho, estarão incorrendo num delito de desobediência tipificado no código penal militar", explicou.

O estado de alerta é reconhecido pela Constituição e em uma lei de 1981 para eventualidades como "terremotos, inundações, incêndios ou acidentes de grande magnitude, crise sanitárias, paralisações de serviços públicos essenciais ou situações de desabastecimento de produtos de primeira necessidade". A procuradoria de Madri abriu uma investigação por delito de perturbação da ordem pública, punível com penas de até oito anos.

Companhias aéreas como KLM, Air France, EasyJet e Ryanair chegaram a cancelar seus voos a partir de Madri em função da paralisação dos controladores. A companhia aérea espanhola Iberia também anunciou que suspenderia todos seus voos até domingo, às 06H00 (03H00 de Brasília). Cerca de 250.000 passageiros estavam desde sexta-feira bloqueados pela greve, iniciada pelos controladores em protesto por suas condições de trabalho. Este movimento obrigou às autoridades a fechar progressivamente quase todo o espaço aéreo espanhol e quase todos os aeroportos deixaram de operar.

O fechamento aeroportuário ocorreu no início de um feriado prolongado na Espanha até a próxima quarta-feira, quando eram previstas milhares de viagens, e "está provocando graves problemas no tráfego aéreo de toda a Espanha". O movimento dos controladores aéreos aconteceu depois do governo espanhol aprovar, na manhã de sexta-feira, a privatização parcial da gestão dos aeroportos. Essa decisão, segundo os controladores, o obrigavam a trabalhar mais horas, o que supõe uma situação insustentável.

"Vivemos denunciado há meses que estamos chegando a nosso máximo de horas, o e que isso ia acontecer no mês de dezembro", denunciou o porta-voz do sindicato dos controladores USCA, Daniel Zamit. Segundo cifras do ministério dos Transportes, dos 2.300 controladores aéreos ativos na Espanha, 135 recebem mais de 600.000 euros anuais e 713, entre os 360.000 e 540.000 euros, cifra bem maior que seus colegas europeus, devido a um sistema muito vantajoso.
 Fonte: AFP
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English: Spain reopens airspace to order the controllers' strike

 The Spanish airspace was reopened on Saturday in Spain and the air traffic controllers resumed their activities ending his motion to strike after the government declared a state of alert due to the shutdown of air traffic.
The announcement was made by the Minister of Infrastructure and Transportation, Jose Blanco, who emphasized, however, that the normal operation of airports will still take 24 to 48 hours. The first flights took off in the early afternoon of several airports in the country. The first plane left the airport on the island of Gran Canaria at around 16H00 local (13H00 GMT).
El Prat airport in Barcelona, the second in the country, he left a plane to Zurich with more than nine hours late, according to the airport authority, AENA. The Spanish airspace, which was closed on Friday with the beginning of the controllers' strike, came to be opened in the early afternoon of Saturday, after the government declared a state of alert and put the air traffic control in the hands of the military.
It was the first time it declares state of alert in Spain since it returned to democracy after the death of dictator Francisco Franco in 1975. "The airports remain paralyzed practically all, so the council of ministers approved a decree establishing a state of alert, according to the Constitution," the second early in the morning the first executive vice president, Alfredo Perez Rubalcaba. "This means that drivers will now be deployed and, if not report to work, will have incurred a crime of disobedience in the military penal code criminalized," he said.
The alert state is recognized by the Constitution and a 1981 law for eventualities like "earthquakes, floods, fires or accidents of great magnitude, health crises, interruptions of essential public services or situations of shortage of basic necessities." The prosecutor's office in Madrid has opened an investigation for the crime of public nuisance, punishable with up to eight years.
Airlines such as KLM, Air France, EasyJet and Ryanair to cancel its flights arrived from Madrid due to the stoppage of the controllers. The Spanish airline Iberia has also announced it would suspend all its flights until Sunday at 06H00 (03H00 GMT). About 250,000 passengers were blocked since Friday by the strike, initiated by the controllers in protest at their working conditions. This move forced authorities to close gradually almost the entire Spanish airspace and almost all airports stopped operations.
The airport closure occurred at the beginning of a long holiday in Spain until next Wednesday when they were provided thousands of trips, and "is causing serious problems in air traffic from all over Spain." The movement of air traffic controllers came after the Spanish government approved on the morning of Friday, the partial privatization of airport management. That decision, according to the drivers, forced to work longer hours, which implies an untenable situation.
"We complained for months that we are reaching our maximum hours, e this would happen in December, reported the spokesman for the controllers' union USCA, Daniel Zamit. According to figures from the Ministry of Transport, of the 2,300 air traffic controllers assets in Spain, 135 received more than 600,000 euros per year and 713, between 360,000 and 540,000 euros, a figure much higher than their European counterparts, due to a system very advantageous.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Gol cancela voo que sairia de João Pessoa para o Rio de Janeiro


A Gol Linhas Aéreas cancelou, na tarde desta quinta-feira (02), o voo que sairia do Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, na Grande João Pessoa, para o Rio de Janeiro, no Aeroporto do Galeão. Segundo a Infraero, 109 passageiros iriam embarcar. Parte dos passageiros seguiu para Recife, onde embarcaria em outros aviões da companhia. Outra parte foi acomodada em hotéis da cidade. Não houve tumulto entre os passageiros.

De acordo com a Infraero, um problema técnico nas luzes de navegação do avião teria sido o motivo do cancelamento do voo. Ontem no final da noite técnicos da Gol aguardavam a vinda de outro voo, que traria equipamentos para a substituições de peças.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Memorial - VASP Linhas Aéreas


A história da Vasp começou a ser escrita nos anos seguintes à Revolução de 1932. Em 12 de novembro de 1933 um grupo de empresários e pilotos reuniu-se e criou a Viação Aérea São Paulo, apresentando ao público na sua base do Campo de Marte seus primeiros aviões, dois Monospar ST-4 ingleses, com capacidade para três passageiros. Em 16 de abril de 1934 decolaram os primeiros vôos comerciais, entre São Paulo, Ribeirão Preto e Uberaba e Rio Preto, via São Carlos. As condições precárias da infraestrutura aeroportuária dificultavam a operação. Nos primeiros meses de atividades, teve suas operações suspensas devido a fortes chuvas, que inundaram o Campo de Marte. Tais dificuldades foram decisivas para a empresa participar do desenvolvimento de aeroportos e campos de pouso no interior paulista. A empresa transferiu suas operações para o recém inaugurado Aeroporto de Congonhas, conhecido como "Campo da Vasp".

Em janeiro de 1935, a sua frágil saúde financeira fez com que a diretoria pedisse oficialmente ajuda ao Governo do Estado. A Vasp foi estatizada e recebeu novo aporte de capital para a compra de 2 Junkers Ju-52-3M. O lado negativo, como só pode acontecer nesta terra de samba e pandeiro, foi "aculturar" a empresa com todas as mazelas de nossa (des)administração pública: alta rotatividade na direção, apadrinhamentos,etc... Muitas vezes, a própria presidência da empresa foi entregue à pessoas sem o mínimo conhecimento de aviação, nomeadas por razões políticas.

Em 1936 a Vasp estabeleceu a primeira linha comercial entre São Paulo e Rio de Janeiro, e em 1937 recebeu seu terceiro Junkers. Tragicamente, este avião, matriculado PP-SPF, sofreu o primeiro grande acidente de nossa aviação comercial: Em 8 de novembro de 1939 chocou-se, após a decolagem do aeroporto Santos Dumont, com um de Havilland 90 Dragonfly argentino.
Em 1939 a VASP comprou a Aerolloyd Iguassú, pequena empresa de propriedade da Chá Matte Leão, que operava na região sul do país. Em 1962 foi a vez do Lloyd Aéreo ser comprado, ampliando ainda mais sua participação a nível nacional (A Vasp parece que não pode ver um Lloyd sem se interessar- anos depois, foi a vez do Boliviano).
 Após a Segunda Guerra, modernizou a frota com a introdução dos Douglas DC-3 e Saab S-90 Scandia. Em 1955 encomendou o Viscount 800, primeiro equipamento à turbina no Brasil e depois trouxe os "Samurai" YS-11. Em janeiro de 1968, entrou na era do jato puro com a entrega de dois BAC One Eleven 400. Em 1969, trouxe ao Brasil os primeiros Boeing 737-200, em 1982 chegaram os Airbus A300B2 e em 1986 o primeiro 737-300 de nosso país.
No início da década de 90, a Vasp foi privatizada. Seu novo presidente, Wagner Canhedo, iniciou uma agressiva expansão internacional: Ásia, Estados Unidos, Europa e até mesmo o Marrocos entraram no mapa da empresa. Aumentou a frota, trazendo entre outros três DC-10-30 e depois nove MD-11. Criou o Vasp Air System, após adquirir o controle acionário da LAB, Ecuatoriana e da argentina TAN.

Não conseguiu sustentar o crescimento. Deixou de pagar obrigações, salários, leasings e até taxas de navegação. Canibalizou os MD-11 a céu aberto em Guarulhos e foi cancelando as rotas internacionais. A frota foi reduzida, restando os pré-diluvianos 737-200 e os cansados A300 para servir uma rede doméstica menor do que a empresa operava em 1990. O Vasp Air System foi desfeito. Não foi apenas uma década perdida: foi uma década em marcha-à-ré. 

 Deu no que deu: em setembro de 2004, o Departamento de Aviação Civil (DAC) suspendeu as operações de oito aeronaves da Vasp. Por medida de segurança, os aviões 737-200 de prefixos PP-SMA, PP-SMB, PP-SMC, PP-SMP, PP-SMQ, PP-SMR, PP-SMS e PP-SMT foram proibidos de voar até cumpriem as exigências técnicas de revisões e modificações obrigatórias - as ADs (Airworthiness Directives) - estabelecidas pelo fabricante. Sem dinheiro para fazer os trabalhos, a Vasp decidiu encostar os jatos. Em seguida, eles começaram a ser canibalizados para oferecer peças aos outros 737 ainda em operação. Com uma imagem arranhada e uma frota jurássica, a empresa foi perdendo terreno, sobretudo após a entrada da Gol no mercado. A Vasp operou em novembro de 2004 apenas 18% dos vôos programados. Em setembro de 2004, quando enfrentou a primeira paralisação de funcionários e começou a ter problemas para abastecer suas aeronaves, a fatia de mercado da companhia aérea era de apenas 8% e dois meses depois, de 1,39% . A ocupação também foi péssima: as únicas 3 aeronaves da Vasp que voaram no mês saíram com 47% dos assentos vendidos.  

A Vasp parou de voar no final de janeiro de 2005, quando o DAC cassou sua autorização de operação. Suas aeronaves hoje estão paradas por aeroportos de todo o país, testemunhas de mais uma triste história de nossa aviação comercial.
 English

The history of VASP began to be written in the years following the Revolution of 1932. On November 12, 1933 a group of businessmen and pilots met and created the Air Transportation St. Paul, presenting to the public at its base the Campus Martius its first aircraft, two Englishmen Monospar ST-4, with capacity for three passengers. On April 16, 1934 took off the first commercial flights between Sao Paulo, Ribeirao Preto and Tuticorin and Black River, St. Charles route. The precarious conditions of airport infrastructure hampered the operation. In the first months of activities, had their operations suspended due to heavy rains that flooded the Campus Martius. These difficulties were decisive for the company to participate in the development of airports and airfields in the interior. The company moved its operations to the newly opened Congonhas Airport, known as "Field of VASP.

In January 1935, the fragile financial health made it officially asked the board to help the State Government. Vasp was nationalized and received a new injection of capital for the purchase of two Junkers Ju-52-3M. The downside, as can only happen in this land of samba and tambourine, was "acculturate" the company with all the ills of our (mis) administration, high turnover in leadership, patronage, etc. ... Often, the company's own presidency was handed over to people without the slightest knowledge of aviation, appointed for political reasons.
In 1936 Vasp established the first commercial line between Sao Paulo and Rio de Janeiro, and in 1937 received its third Junkers. Tragically, this aircraft, registered PP-SPF, suffered the first major accident of our commercial aviation: On November 8, 1939 collided after takeoff from Santos Dumont airport, with a 1990 de Havilland Dragonfly Argentina.In 1939 the VASP bought Aerolloyd Iguassii, a small company owned by Leo Matte Tea, which operated in the south of the country. In 1962 it was time for Lloyd to be bought by Air, further expanding its participation at the national level (Vasp can not seem to see one without an interest-Lloyd years later came the Bolivian).After WWII, modernized the fleet with the introduction of the Douglas DC-3 and S-90 Saab Scandia. In 1955 he commissioned the Viscount 800, the first turbine equipment in Brazil and then brought the "Samurai" YS-11. In January 1968, entered the jet era with the delivery of pure two BAC One Eleven 400. In 1969, brought to Brazil the first Boeing 737-200 in 1982 came the Airbus A300B2 in 1986 and the first 737-300 in our country.
In the early 90's, Vasp was privatized. Its new president, Wagner Canhedo, began an aggressive international expansion: Asia, United States, Europe and even the map of Morocco entered the company. Increased the fleet, bringing among other three DC-10-30 and then nine MD-11. Created VASP Air System, after acquiring a controlling stake in LAB, and Argentina Ecuatoriana NHS.
Failed to sustain growth. Failed to pay duties, salaries, leases and up shipping rates. Cannibalized the MD-11 to open in Guarulhos and was canceling the international routes. The fleet was reduced, leaving the antediluvian 737-200 and A300 to serve the weary a home network of smaller firms operated in 1990. The VASP Air System was broken. It was not just a lost decade: it was a decade in reverse-to-aft.Gave in giving: in September 2004, the Civil Aviation Department (CAD) has suspended the operations of eight aircraft Vasp. For security reasons, the planes of prefixes 737-200 PP-SMA, SMB-PP, PP-SMC, PP-SMP, PP-SMQ, SMR-PP, PP-PP-SMS and SMT were forbidden to fly to comply with the relevant technical requirements of revisions and modifications required - the ADs (Airworthiness Directives) - established by the manufacturer. Without money to do the work, decided to pull Vasp jets. Then they began to be cannibalised to provide parts to the other 737 still in operation. Scratched with a picture and a fleet Jurassic period, the company was losing ground, especially after the market entry of Gol. Vasp operated in November 2004 only 18% of scheduled flights. In September 2004, when he faced the first strike of employees and began to have trouble supplying their aircraft, the market share of the airline was only 8% and two months later, 1.39%. The occupation has also been very bad: the only three aircraft that flew during the month Vasp left with 47% of seats sold.

Vasp stopped flying in late January 2005, when the DAC stripped its operating permit. Their aircraft today are still for airports around the country witnessing another sad story of our commercial aviation.